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Experiências exitosas de farmacêuticos no SUS

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Estudantes de Farmácia buscam incentivar o uso de Libras no SUS

Data: 19/07/2019

A população de surdos é de mais de 9 milhões de pessoas em todo o País, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A Lei Brasileira de Inclusão estabelece direitos fundamentais das pessoas com deficiência como educação, transporte e saúde e prega a garantia de que as pessoas com deficiência tenham acesso à informação e comunicação. Decreto também orienta a formação de docentes para o ensino de libras e a inclusão da matéria como disciplina em universidades. E o Conselho Federal de Farmácia foi pioneiro ao aprovar a Resolução CFF nº 662/2018, com direcionamentos sobre como o farmacêutico deve tratar as pessoa com deficiência.

Em 2014, o curso de Farmácia da Faculdades Santo Agostinho, em Montes Claros (MG) inseriu na matriz curricular o curso de Língua Brasileira de Sinais (Libras). A ideia inicial, segundo o farmacêutico coordenador do curso, Flávio Júnior Barbosa Figueiredo, era justamente formar os estudantes para atender públicos diversos, em especial, nesse caso, os pacientes surdos-mudos. “Nós sabemos que, de um modo geral, os estabelecimentos de saúde, em especial as farmácias e drogarias muitas vezes não têm preparação e, no nosso caso, na própria formação acadêmica, ainda na graduação, fomentar esse tipo de preparação para o farmacêutico foi muito interessante”.

Além de aprender, os estudantes são incentivados a ampliar essa rede de atenção e cuidado, elaborando materiais educativos para a informação e conscientização de pessoas que já trabalham no SUS para que também utilizem Libras. "Eles elaboraram vídeos educativos sobre doenças negligenciadas, com os principais aspectos de atendimento do farmacêutico ao paciente, traduzido para Libras. E esses vídeos, aos poucos, estão sendo disponibilizados para o pessoal do serviço de Saúde, de modo que eles saibam os principais pontos que devem ser contemplados, as principais sinalizações que devem ser utilizadas durante o contato com esse paciente numa intervenção farmacêutica, por exemplo”.

Na instituição, a disciplina de libras é ministrada por uma professora surda-muda, o que traz um olhar mais apurado para as reais necessidades desse público. “Além da formação acadêmica e competência para tal, ela também passa para os nossos estudantes quais são as necessidades dela enquanto paciente ao buscar atendimento nas redes de assistência à saúde nos diferentes níveis de complexidade”.

O coordenador do curso esclarece que também são realizados eventos com participação da comunidade para se discutir e identificar as necessidades assistenciais de quem se comunica apenas com Libras. Segundo ele, o próximo passo é a criação de um Dicionário da Língua Brasileiras de Sinais para que outras instituições ou pessoas tenham acesso a esse conteúdo, já que a carência por essa capacitação está presente em todo o Sistema Único de Saúde (SUS).

Fonte: CFF

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